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Tendência 2018 - Vidro corta-fogo

De olho na modernidade e nas aplicações tecnológicas projetistas, engenheiros e arquitetos têm apostado na utilização dos vidros corta-fogo nos mais variados ambientes. Essencialmente, esses modelos de vidros têm a função fundamental de bloquear a fumaça, gases e chamas em caso de um eventual incêndio.

Os vidros corta-fogo, que também são conhecidos como antifogo, são vidros laminados. Ou seja, eles são constituídos por diversas lâminas. Entre elas temos um gel transparente. Esse material químico ajuda a suportar altas temperaturas.

Na realidade, a resistência desses vidros está relacionada à quantidade de camadas de gel que vamos ter. Por exemplo, para um sistema que tem a premissa de resistir em torno dos 60 minutos será necessário um vidro duplo. Para ter uma resistência que seja o dobro desse tempo vamos ter que fazer uso de um vidro quádruplo e assim por diante.

Normas técnicas de utilização

No Brasil, esses modelos de vidros resistentes ao fogo, precisam seguir algumas normas técnicas apontadas pela ABNT. O objetivo é que eles possam ser usados com segurança. Vejamos algumas dessas disposições.

NBR – 14925 – Vidros resistentes ao fogo para edificações

  • Essa norma dispõe sobre as unidades envidraçadas apontando que elas dizem respeito também ao sistema como um todo. Ou seja, inclui-se aqui o método usado para fixação e painéis, entre outros itens. Além disso, todo o conjunto precisa passar por testes e ser certificado.
  • Ela também faz a classificação dos vidros corta-fogo em duas categorias:

RE: São os vidros para-chamas que atuam promovendo a resistência e o bloqueio de gases tóxicos, fumaça e chamas.

REI: São vidros corta-fogo. Eles oferecem todos os benefícios oferecidos pela classificação RE com o adicional de trazer o isolamento térmico, entre outros aspectos. Ou seja, eles bloqueiam a irradiação do calor pelo ambiente oferecendo ainda mais segurança e proteção.

NBR 11742 – Vidro corta-fogo em saídas de emergência

  • Dispõe que o vidro corta-fogo deve ter suas disposições delimitadas em conformidade com os aspectos e limitações do material usado.

É interessante lembrar que temos ainda outras classificações tais como a Classe E (para-chamas), Classe EW (para-chamas e redutor de radiação) e Classificação EI (corta-fogo).

Por fim, no que diz respeito às normas internacionais cabe citar a BS 476: Part 22 que dispõe sobre os testes de fogo em materiais e estruturas além de métodos que podem ser aplicados para que possamos determinar a eficiência em termos de resistência ao fogo.

Aplicações

As aplicações para os vidros corta-fogo são muito diversas. Entre os usos mais comuns temos as portas corta-fogo, utilização em fachadas, saídas de emergência, janelas, portas deslizantes, proteção de peças e até em lareiras.

No mais, vale lembrar que é preciso sempre estarmos atentos às normas e certificações dos produtos. Algumas normas delas passam frequentemente por revisões, enquanto outras ainda estão sendo avaliadas. Fique de olho!

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