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Produtos para proteção em Aeroportos:

Aeroporto de Naironi no Quênia é totalmente consumido pelo fogo durante incêndio em 2013.

Aeroportos e os riscos pela ausências de proteção passiva contra incêndios

Entenda porquê um incêndio, mesmo de pequenas proporções, é considerada uma situação crítica e muitas vezes até fatal dentro dos aeroportos:

- Aeroportos concentram a circulação de milhares a milhões de pessoas diariamente, o que torna o local, propício a pânico em situação de incêndio;

- Pessoas que frequentam os aeroportos, consideram o ambiente tão ou mais seguros que os shopping centers, na crença de que nenhuma emergência ocorrerá dentro dos terminais;

- São locais com amplos vãos e pouca compartimentação de ambientes, o que torna a fumaça, um grande risco ao viajar em grande velocidade para múltiplos terminais e ambientes

- A ausência ou instalação deficitária de sistemas de proteção passiva como o firestop (selagens corta-fogo), facilita a passagem de fogo, gases quentes e fumaça entre os ambientes horizontais e verticais dos terminais;

- O uso ambudante de materiais de revestimento e acabamento termo-acústicos como tecido, madeira, carpete e outros materiais inflamáveis, pode contribuir para o flashover acelerado;

- Os aeroportos concentram riscos de comércios com uso intensivo de equipamentos elétricos, restaurantes com uso de gases e líquidos inflamáveis, uso excessivo de tubulações que passam por paredes e shafts corta-fogo, além dos riscos de pouso e decolagens de aeronaves carregadas de combustíveis em suas pistas e arredores; para a segurança contra incêndio, este é considerado um ambiente com elevados riscos de incêndios e potencial catastrófico aumentado;

- Sistemas de proteção ativa e de combate a incêndios podem causar a falsa impressão de que o ambiente está seguro contra incêndios, apesar dos mesmos exigirem constante manutenção para funcionarem plenamente.
 
Dusseldof, Alemanhã

Dusseldof, Alemanhã

Dusseldof, Alemanha, 1996, dia 11 de Abril. Um incêndio atingiu o terminal de passageiros e matou 17 pessoas e outras 88 pessoas ficaram feridas. O princípio do incêndio foi o uso de poliestireno, material considerado inapropriado se não contiver retardantes eficientes e não estiver devidamente testado e aprovado para uso de acordo com as legislações locais. Mais de 1.000 bombeiros foram envolvidos neste episódio. A causa do incêndio foi um trabalho de soldas no Terminal A, que iniciou-se aproximadamente as 13h, onde faíscas da solda atingiram o forro do hall principal em poliestireno, causando o início da catástrofe. A situação por estar escondida dentro do forro, causou uma demora para que as pessoas observassem que o fogo se espalhava internamente sem ser notado. Em um determinado momento, o flashover ocorreu, levando o fogo a todos os compartimentos, dutos de ventilação e diversos ambientes, sem que as pessoas tivessem chance ou condições visuais de encontrar rotas de fuga adequadas. Foram queimados aproximadamente 11 m³ de poliestireno, diversos cabos de PVC com toxinas extremamente elevadas. Alguns terminais, continuaram operando por até 30 minutos, após o toque de evacuação, deixando muitos passageiros desavisados sobre o incêndio. O incêndio somente foi controlado e extinto 9h após seu início. As fatalidades ocorreram todas devido à fumaça tóxica inalada pelas vítimas, 9 forma encontradas no mezanino do lounge da Air France, 7 outras pessoas forma encontradas dentro de um elevador, um soldado britânico faleceu dentro do banheiro do terminal e por fim, uma senhora de idade que coneguiu escapar do incêndio, infelizmente veio a falecer duas semanas após o episódio. Este tipo de incêndio chama a atencão para o uso indevido de materiais de revestimento e acabamento, extremamente inflamáveis e que liberam muita fumaça e toxinas durante sua queima, apresentar os adequados tratamentos antichamas e testes e certificações, se faz indispensáveis, principalmente em locais de reunião de público como aeroportos.
Krasnojarsk Cheremshanka, Rússia

Krasnojarsk Cheremshanka, Rússia

Um outro incêndio de grandes proporções atingiu o aeroporto de Krasnojarsk Cheremshanka, na Rússia, em 19 de Dezembro de 2011. A torre de controle colapsou decorrente do incêndio e o fogo atingiu um terminal, afetando todos os pousos e decolagens previstas. O incêndio levou 4 horas para ser combatido. Acredita-se que o fogo inciou-se no telhado do terminal e espalhou-se para uma áre a de 3.000m², deixando claro que a compartimentação horizontal não teve efeito. O caso mais grave no entanto, foi ter afetado a torre de controle do aeroporto, que deveria estar imune a este tipo de risco, mas infelizmente foi afetada e simplesmente deixaram diversas aeronaves sem instruções do que fazer. O número de vitimas não foi divulgado oficialmente pelas autoridades.
Aeroporto JFK em Nova Iorque, EUA

Aeroporto JFK em Nova Iorque, EUA

Recentemente no Aeroporto JFK em Nova Iorque, EUA, em 29 de Junho de 2017, um incêndio em um dos restaurantes do Terminal 4, gerando exposição da fumaça em todos os espaços abertos, causou pânico e incômodo aos usuários, mesmo após o controle das chamas. A fumaça permaneceu nos saguões por horas, até que pudesse ser dissipada. Uma das principais causas deste tipo de incêndio estão nos dutos de exaustão das coifas dos restaurantes, que ao acumularem excesso de gordura em suas extensões, acabam causando um princípio de incêndio e levam o fogo às áreas técnicas que não estão adequadamente protegidas com materiais como colares corta-fogo ou dumpers corta-fogo. O fogo se inicia e a fumaça se espalha com rapidez para todas as áreas afetadas, inclusive dentro da cozinha e do restaurante. Este caso segue sob investigação, mas é um alerta para que casos similares sejam prevenidos em outros aeroportos, já que na data que ocorreu, diversos vôos sofreram atrasos, parte do aeroporto teve de ser evacuada, as equipes de emergência e Bombeiros foram mobilizados e alguns usuários passaram mal com a inalação da fumaça.
Changi Airport, Cingapura

Changi Airport, Cingapura

Outro caso similar em Changi Airport na Cingapura, em 17 de Maio de 2017, onde um equipamento de ar-condicionado ocasionou o incêndio que levou uma hora para ser controlado. Todos os 40 vôos do dia foram suspensos por 9h, até que o aeropoto pudesse retomar suas atividades em segurança. O Terminal 2 que foi afetado, teve que ser inteiramente evacuado após o princípio de incêndio. 6 pessoas necessitaram de atendimento médico por terem inalado fumaça decorrente do incêndio. Como o incêndio iniciou-se por um dos equipamentos de ventilação e ar-condicionado do aeroporto, a fumaça espalhou-se com uma enorme rapidez, o que gerou pânico e preocupação de todos no aeroporto, o desembarque dos passageiros que estavam de chegada teve de ser feito em solo e por áreas externas até terminais onde a fumaça não havia afetado o saguão e que estavam considerados como seguros para o desembarque. O incêndio foi identificado as 6:48 e controlado as 7:03 da manhã, neste momento, todos os passageiros do Terminal 2, foram orientados a se dirigir para o Terminal 3 e aguardar novas instruções. Anualmente neste terminal, mais de 60 milhões de passageiros transitam e autoridades consideraram que a decisão de fechar e evacuar o aeroporto, foi a mais adequada, apesar dos transtornos.
Aeroporto Internacional de Nairobi, Quênia

Aeroporto Internacional de Nairobi, Quênia

7 de Agosto de 2013, um incendio iniciou-se no principal terminal do Aeroporto Internacional de Nairobi, Quênia. Duas pessoas hospitalizadas. Relatos iniciais, reportaram alguns Bombeiros utilizando baldes d’água para combater o princípio de incêndio. Após 6 horas, o incendio foi contido. Por se tratar de uma construcao antiga de 1978, os terminais de embarque e desembarque foram totalmente destruídos, um novo terminal internacional ficou pronto em Julho de 2014.
As histórias aqui compartilhadas, ilustram um pouco dos principais erros cometidos nas construções de aeroportos quando falamos em segurança contra incêndios. Não somente os fatores de proteção passiva como compartimentação de ambientes, segurança estrutural em situação de incêndio e controle de materiais de acabamento e revestimentos fizeram falta, mas também as medidas destinadas à rápida constatação de um risco de incêndio, uma comunicação eficiente para emergências e a rápida evacuação dos ambientes pelos seus usuários se faz extremamente necessária.

Atualmente, existem inúmeras tecnologias como as Cortinas Corta-Fogo que atuam de forma automática em situação de incêndio. Ao detectar a fumaça, os painéis de controle ativam o mesmo para compartimentar ambientes e isolar o risco do incêndio. Além disso, as estruturas de grandes aeroportos construídos em estrutura metálica, agora recebem pinturas intumescentes para suportar até 180 minutos de fogo intenso sem colapsar. O uso de materiais certificados e aprovados com baixa propagação de chamas e pouca emissão de fumaça, também têm contribuído para evitar o flashover em poucos minutos. Sabemos que estes não serão os últimos incêndios ocorridos em aeroportos, já que existem mais de 43.000 aeroportos espalhados pelo mundo, 4.072 delas aqui no Brasil, das quais 726 são aeroportos pavimentados. O risco deve sempre ser analisado pelos projetistas, arquitetos e engenheiros que constroem, reformam ou trabalham em um projeto complexo como este.

Entenda porquê um incêndio, mesmo de pequenas proporções, é considerada uma situação crítica e muitas vezes até fatal dentro dos aeroportos:

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